terça-feira, 17 de junho de 2014
Portas abertas e trancadas
domingo, 8 de junho de 2014
Lobo e Cordeiro
Quem me dera eu não sentir dor, ser imune às quedas que tomo, aos socos e golpes que recebo sem sentir um pingo de dor. E isso é meio impossível, eu teria que ser um deus ou um semi-deus pra ter tamanha perfeição e se livrar facilmente de um desconforto que aperta o peito e assombra a mente. E também, quem garante que um deus tenha dificuldade em se livrar de uma dor? Ao ver que as pessoas ou a pessoa que mais amou, o decepcionou? Que não teve um pingo de gratidão? Que mentiu? Ah, e a consideração? É, ninguém sabe se existe tamanha perfeição pra tamanha dor de diversas formas. E acumulado vira uma bola de neve, que vai crescendo, não vai tendo espaço, e dependendo do sentimento que habitava, vai se transformando em raiva, nojo e ódio. E não tem coisa pior do que ver uma alegria se formar nessas três coisas. Lobo em pele de cordeiro.
Sobre ingratidão, queria saber se amou e não foi amada, como julga isso a toda hora. Tem certeza? Posso partir com a consciência de um inútil? Te dei até demais, você queria um príncipe encantado, te dei um escravo. E não! Eu não vou fazer isso. Isso é drama, é carência, é um ego que quer manter elevado. Você pode até ser o sol e fazer as coisas girar em torno de você, mas saiba que o sol não é o centro do universo.